Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) – Crítica


Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge encerra a visão de Christopher Nolan sobre o personagem da DC. Completando a trama do primeiro e do segundo filmes, dando um fechamento digno a trilogia.

Nolan ressuscitou a franquia com sucesso de crítica e público e, de quebra, obteve êxito naquela que era a principal ambição de Nolan: dar um tom mais sombrio e realista àquele universo, tal qual um filme policial contemporâneo, e enterrar de vez aquela abordagem mais leve e adolescente de seus filmes predecessores.

Batman Begins é um grande filme, que consegue traduzir a complexidade de Wayne de um modo incrível e com uma boa ação, mesmo com tudo isso foi o pior da franquia. Batman – O Cavaleiro das Trevas nos desafiava a refletir sobre modos de percepção do mundo e sobre o peso das escolhas, tendo um excelente vilão, o Coringa, que foi interpretado perfeitamente por Heth Ledger que infelizmente já faleceu. O filme de 2008 é incrível, sendo para mim um dos melhores filmes que já assisti, sendo superior ao primeiro da trilogia. Perguntava-me se seria capaz de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ser do mesmo nível dos anteriores, ou até superior?

O filme começa oito anos após os eventos ocorridos em Batman – O Cavaleiro das Trevas, com Bruce Wayne, não mais como Batman, já que levou a culpa pela morte de Harvey Dent. Ele é o herói que a cidade merece, mas não o que ela precisa nesse momento, como destaca bem o comissário Gordon (Gary Oldman). Bruce assisti o que acontece em Gotham através de sua janela, nem participando mais de festas em seu jardim. Até que um dia surge Bane, um misterioso vilão, que faria Bruce a vestir sua vestimenta novamente.

Bane revela-se bem mais perigoso do que seria de esperar, tendo como objetivo destruir Gotham.

Neste terceiro há muitos novos personagens, isso nem sempre é bom, basta olhar Homem-Aranha 3, que com tantos vilões faz que o filme se torne algo chato. Mas neste novo filme não é o caso, Nolan acertou em cheio.

Antes de analisar o vilão, não podemos comparar Bane com o Coringa, pois são oponentes completamente diferentes, mesmo nas páginas das HQs. Coringa tentava mexer com a cabeça do Batman, tentando atingi-lo mentalmente, já Bane usa a força física e vai para porrada.

Tom Hardy é um grande ator, e faz um excelente Bane, que domina a tela e impressiona nas cenas de ação, protagonizando uma luta simplesmente sensacional com o homem morcego.

A voz do personagem é ótima, méritos do ator. O roteiro de Chris e Jonathan Nolan também ajuda o personagem, sendo muito eficaz na construção da história de Bane, deixando o público curioso por toda a obra.

Outros dois personagens também merecem destaque, Blake (Joseph Gordon-Levitt) e Selina Kyle (Anne Hathaway).

Anne Hathaway está excelente, sexy, ágil e dissimulada como a ladra de joias sendo uma Mulher Gato tão boa quanto a Michelle Pfeiffer, caindo com uma luva nessa visão realista de Nolan, protagonizando excelentes cenas de ação. Curiosamente, ela nunca é chamada de Mulher Gato no filme, e sim pelo seu nome, Selina.

Quem surpreende mais uma vez é Joseph Gordon-Levitt no papel de Blake, provando ser um dos melhores atores dessa nova geração. Marion Cotillard está muito bem como Miranda, e claro Christian Bale também está perfeito como Batman.

A trilha sonora é excelente, mas vemos em certas cenas a trilha sonora e o som ambiente serem totalmente cortados para reforçar o texto, fazendo com que as cenas tenham impacto maior. O silêncio é marcante principalmente na cena da luta entre Batman e Bane, a sinfonia de socos e chutes faz que essa seja a melhor luta da trilogia.

No meio da ação e história, há também espaço para se emocionar, pelas cenas do Alfred, tendo pelo menos umas duas belíssimas.

O filme é o melhor do ano, ao lado de Os Vingadores, ele é capaz de emocionar, surpreender e prender o telespectador ao todo instante ao filme, com um clímax incrível. 2h45min passam voando, com um gostinho que até poderiam durar mais.

O filme não é melhor que Batman – O Cavaleiro das Trevas (difícil ser melhor também, né?), mas é sensacional mesmo assim. Nolan conseguiu transformar este Batman numa das melhores trilogias de todos os tempos que marcará gerações, fechando com um final épico.

Nota: 9.5

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Sobre Guilherme Awesome Dude

Fanático por games, filmes séries e pelo Palmeiras, além de um bebedor de cerveja que não recusa um convite para se divertir com os amigos, desde que o líquido esteja gelado.

Publicado em 27 de julho de 2012, em Filmes e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Muito bom mesmo o filme!

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  2. O Cavaleiro das Trevas é muito bom, mas eu acho que o “Rises” é muito melhor, sou mega fã do R’as, entendo a extrema importancia que o Coringa tem, não contesto isso, mas pra mim “Rises” é o melhor!

  3. Realmente, é um bom final para a trilogia… Nolan melhora a cada filme.

  4. O “Batman de Nolan”, como andam dizendo. Ainda não fui ao cinema conferir, mas, pelas críticas, parece que engrandeceu a trilogia. Ansiosa para assistir!

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