Detona Ralph (Wreck-it Ralph) – Crítica


Detona Ralph (Wreck-It Ralph) - wallpaper

Mergulhando no mundo dos games, a Disney mais uma vez nos apresenta uma grande produção, Detona Ralph, sendo para mim uma das melhores homenagens aos videogames já feitas pelo cinema.

O filme é uma versão de Toy Story para videogames. Porém, em vez dos brinquedos que ganham vida quando ninguém está olhando, Detona Ralph mostra o que os personagens dos videogames fazem depois do último game over do dia.

Uma animação que não é necessariamente infantil. O mote central refere-se ao drama pessoal do vilão de um jogo de arcade (ou fliperama), que está cansado de viver no lixo que cansou de ser malvado e deseja provar que também pode ser o mocinho. Ralph também busca ser idolatrado da mesma forma que seu rival Conserta Felix e para isso ele salta de jogo em jogo na busca de obter uma medalha de vencedor, seu passaporte para uma vida melhor. Ao menos é o que ele acredita.

Detona Ralph (Wreck-It Ralph)

No meio de sua aventura atrás da tão sonhada medalha, Ralph acaba entrando em jogos como Missão de Herói (Hero’s Duty), jogo de tiro em primeira pessoa de alta definição ambientado em um planeta alienígena cheio de insetos gigantes voadores, e Corrida Doce (Sugar Rush), jogo de corrida que lembra um pouco de Mario Kart e Crash Team Racing, onde conhece Vanellope, uma menininha que acaba sempre sendo deixada de lado por ter um bug, falha de programação que é considerada perigosa pelos outros personagens e que acaba criando uma amizade com Ralph justamente pelo sentimento de exclusão.

O personagens Felix e Ralph foram inspirados em Mario e Donkey Kong do conhecido arcade Kong da Nintendo, onde o macacão raptava a princesa e o encanador tinha que escalar o prédio para salvá-la, enquanto desviava de obstáculos jogados pelo seu adversário. Certamente uma série de produtos licenciados serão criados e até os arcades originais do jogo foram disponibilizado pela Disney, que você pode jogar os três games clicando aqui.

O grande mérito da narrativa é que com esse universo rico, pode-se fazer várias homenagens e referencias, o que causa de cara uma ótima identificação com o público já que os clássicos games estão ali e o diretor Rich Moore sabe espertamente utilizar suas características marcantes, não deixa imune nenhum espectador diante da história, seja os mais novos ou trintões.

A estética usada para representar cada jogo é excelente, o filme consegue falar com vários públicos, com os pequenos na forma infantil que a história é contada, com os garotos pelos jogos de tiros e violência, com as meninas dentro do universo da Vanellope e os adultos que irão lembrar de seus tempos de crianças nas várias referencias a jogos em 8 e 16 bits que aparecem no decorrer da trama. Vale resaltar o detalhe dos movimentos truncados dos personagens mais antigos durante todo o filme, que reproduzem a limitação técnica de antigamente.

Wreck-It Ralph - Vanellope

Outro triunfo do filme, é que ele é bem engraçado e ter a coragem de fazer um tipo humor até agressivo, como por exemplo o clássico fatality do personagem Kano, de Mortal Kombat – sim, o do coração! O que era quase proibido nos anos 90 virou piada de filme infantil na década atual. Coisa da idade, são outros tempos.

Além de Kano, aparecem Bowser (Mario); Doctor Robtnik (Sonic) e Sonic; Neff (Altered Beast); Zangief, Chun-Li, Ryu e Ken (Street Fighter); Pac-Man e Frogger.  Até a galera de Q*Bert aparece, como mendigos depois de seu jogo ser aposentado.

Detona Ralph (Wreck-It Ralph) - VilõesJohn C. Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch, Adam Carolla emprestam suas vozes para os personagens. Na dublagem nacional temos Tiago Abravanel, Rafael Cortez e Marimoon, que conseguem fazer um trabalho de dublagem infinitamente melhor que Luciano Hulk em “Enrolados”.

O uso do 3D é eficiente, principalmente na sequência dentro do jogo Hero’s Duty e no clímax, mas nada espetacular. A direção de arte dá um show no jogo de corrida que se passa em um mundo feito por doces. O colorido e os detalhes são espetaculares e um prato cheio, principalmente para as crianças. A trilha sonora não desaponta, e também  está muito boa.

Hoje posso afirmar que eu (e todos de 18 pra cima no recinto) me senti com 10 anos novamente! Detona Ralph tem um efeito de nostalgia OVER 9000, desde a abertura com o Mickey em 8 bits, aos fliperamas de Pac-Man e Asteroids aparecendo logo no primeiro minuto do filme, e isso pra mim é a maior beleza do filme até seu final.

Detona Ralph além de ser engraçado e bonito nos da uma lição de amizade e estimula a aceitação de si mesmo, tendo uma história tocante com o suporte do universo gamer que agradará um grande leque de espectadores.  O filme nos prova de que dá, sim, para desenvolver personagens, tramas paralelas e mundos fantásticos no cinema e ainda deixar o público com uma vontade de jogar, digo, ver mais. Game over? Que nada, é só o começo!

 “Eu sou mau e isso é bom. Nunca serei bom e isso não é mau. Não há ninguém que eu queria ser além de mim.”

Nota: 9

AWESOME

Anúncios

Sobre Guilherme Awesome Dude

Fanático por games, filmes séries e pelo Palmeiras, além de um bebedor de cerveja que não recusa um convite para se divertir com os amigos, desde que o líquido esteja gelado.

Publicado em 13 de janeiro de 2013, em Filmes, Games e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Olá, Guilherme! Eu curti as referências também, mas não achei o filme tão bom… espero que numa eventual continuação, ele entre nos eixos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: